Projeto Arquitetônico: Francisco Tubino, Guilherme Busin, Matheus Stringhini
Execução: ADeS Construções
Metragem: 6.257m²
Localização: Porto Alegre – RS
Ano: 2021
Fotos: Roberta Gewher
O Swan Generation é mais do que um edifício multifuncional — é uma proposta de cidade condensada em um lote. Localizado na Avenida 24 de Outubro, eixo pulsante do bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, o projeto responde à crescente dissolução das fronteiras entre trabalho, moradia e lazer com um programa híbrido, denso e fluido.
Três modos de ocupação se entrelaçam: hotelaria tradicional, coliving e coworking. A sobreposição desses usos é assumida como diretriz de projeto, fazendo do edifício uma plataforma viva para trocas — profissionais, afetivas e culturais. O lobby generoso funciona como zona de transição entre a rua e o interior, e também como ponto de encontro para hóspedes, moradores temporários e trabalhadores nômades. A arquitetura aqui é suporte para relações.
Cinco pavimentos são dedicados ao uso hoteleiro convencional. Acima, dois andares acolhem o coliving, com quartos compartilhados (de quatro a oito camas) e espaços comuns que estimulam a convivência, como cozinhas coletivas e salas de estar equipadas. A ocupação é flexível, atenta aos modos de vida da geração Z e de nômades digitais que preferem comunidades à propriedade.
Nos dois pavimentos superiores, o coworking estrutura o funcionamento do edifício como um todo. Sua dinâmica — marcada por alta rotatividade e diversidade de usuários — ativa os espaços diariamente, projetando o Swan Generation como um hub para startups do setor imobiliário, arquitetura e construção. A infraestrutura oferecida é ampla: estações de trabalho, escritórios privativos com diferentes prazos de locação, salas de reunião, áreas de brainstorming e copa compartilhada compõem um ecossistema pensado para fomentar criatividade e redes profissionais.
O partido arquitetônico parte da ideia de transição — entre escalas, entre tempos de uso, entre graus de privacidade. Circulações abertas, visualmente conectadas, permitem que o olhar atravesse o edifício em diferentes direções. A escolha de materiais e acabamentos privilegia texturas naturais, mobiliário funcional e cores neutras, reforçando a sensação de pertencimento em meio à multiplicidade de usos.
O Swan Generation é, acima de tudo, um edifício que entende sua vocação urbana. Ele propõe um novo modelo de ocupação para áreas centrais, onde a verticalização pode ser vetor de inovação social e econômica. Mais do que somar funções, o projeto costura narrativas contemporâneas de habitar e trabalhar, antecipando transformações que já redefinem a experiência urbana.
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